ABIPTI realiza workshop para debater Plano de Gestão Estratégica 

     Nos dias 12 e 13 foi realizado, em Brasília (DF), o Workshop de Planejamento do Plano de Gestão Estratégica (PGE) da ABIPTI. O evento aconteceu em Brasília (DF), na sede do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), órgão responsável pela elaboração do documento em parceria com a Associação.

      O encontro reuniu representantes de instituições relevantes do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) para definir pontos como missão, foco de atuação e visão de futuro da ABIPTI.

      Durante a abertura do workshop, a presidente da Associação, Isa Assef dos Santos, disse que é preciso resgatar o papel da instituição no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) do país. “Para que possamos cumprir com o papel da nossa instituição é preciso que estejamos aparelhados para podermos auxiliar e até influenciarmos em algumas políticas públicas”, frisou.

      A presidente da Associação espera que o próximo gestor receba uma instituição reestruturada, dentro de uma nova configuração. “Temos um compromisso sério de que o plano seja colocado em prática e venha ao encontro dos anseios dos IPTs e dos institutos de tecnologia”.

      Presente no evento, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT, Ronaldo Mota, acredita que a ABIPTI tem cumprido um papel essencial e estratégico. “O conceito de inovação é novo, ainda está em construção, portanto o PGE é um desafio”.

      Mota voltou a lembrar que o país avançou muito na construção do conhecimento, mas ainda se mostra frágil no que diz respeito à sua transferência. “Há um novo ciclo que é de atender demandas de um mercado de alta complexidade, o que afetará a produção do conhecimento. E os institutos são fundamentais para a transferência do conhecimento”.

      Compondo a mesa, o diretor do CGEE, Antônio Carlos Filgueira Galvão, falou da importância do PGE no atual cenário de C&T do país. De acordo com  ele, é uma oportunidade para a instituição revisitar marcos e fazê-lo à luz da complexidade que assume o SNCTI.

      “Vai permitir um conjunto de análises que serão úteis para repensar essa instituição, poder ampliar o debate sobre o seu papel no Sistema Nacional de CT&I. Portanto, é muito importante o desdobramento do plano, transformar essas ideias em um conjunto operacional de diretivas”.

      (Isadora Lionço para o Gestão C&T online)

* (Publicada na edição 961 do Gestão C&T online, enviada no dia 16 de agosto de 2010)